Amor Ilimitado - a dor de amar demais.
E-book Mulheres que Amam Demais by Vera Mattos
Mostrando postagens com marcador Covid19. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Covid19. Mostrar todas as postagens
domingo, 14 de fevereiro de 2021
terça-feira, 16 de junho de 2020
INORMALIDADES. TEXTO: BENILDA AMORIM.
Benilda Amorim.
Foto: Arquivo pessoal.
INORMALIDADES
Como viver e o que dizer neste tempo indizível?
Palavras desaparecem, difícil poetizar. Pensamentos emboloram e se embaralham. Prantos. Poucas ou nenhuma alegria.
Quarentena sobre quarentena, isolamento/distanciamento social. Nenhum beijo, nenhum abraço. Tudo hipoteticamente vivido, nenhuma certeza. As batalhas seguem numa guerra diária de números estatísticos. Féretros, sepultamentos sem velórios. Valas. Dor e horror misturam-se.
Uma realidade assustadora, onde nos deparamos com atitudes políticas inimagináveis (ou não?) O que na verdade há de surpreendente? TODOS já sabiam, mas há os de olhos vendados (pior, que eternamente viverão de olhos vendados e em berço esplêndido!). E as máscaras usadas obrigatória e sanitariamente, em alguns, caem literalmente em outros, todos os dias.
Muitos ainda não se dão conta do perigo na esquina que falava o poeta e que NADA SERÁ COMO ANTES, como cantou Elis. Não mais padrões da moda: marcas, grifes, para que mesmo? Roupas finas e frias recolhidas em armários, armazenadas e inúteis, sapatos sem caminhar, maquiagem e plásticas faciais desnecessárias sob máscaras!
Professores só agora valorizados por pais impacientes com seus filhos em casa, profissionais da saúde, da segurança, garis e outros profissionais de serviços essenciais, enfim equiparados na sua importância, mas ainda todos com salários inferiores à esta real importância. Pessoas vulneráveis e desempregadas expostas na sua miserabilidade, em filas suicidas e intermináveis, em busca de auxílios emergenciais. Uma realidade chocante!
Mas há de haver brilho nos olhos. Artistas já revelados, revelam-se. Uma réstia de esperança que emerge do viver a cada dia entre textos de Drummond, Quintana e Coralina; ouvir e ouvir muitas vezes, Lenine dizer na sua PACIÊNCIA que A VIDA É TÃO RARA; Elis lembrar que QUALQUER DIA A GENTE SE VER, mas que NADA SERÁ COMO ANTES; e VANDER LEE nos cutuca que é preciso RELER A ALMA e NOSSOS VALORES e sobretudo, CUIDAR BEM DE NÓS. Sabedoria nos chega nas mensagens de Gandhi, Kundera, Chaplin, Madre Teresa de Calcutá. Almas sedentas de vida e do amanhã, vivem em constante oração e a fé se sobrepõe até sobre os que até então eram incrédulos do poder de Cristo.
Milhares de avós de primeira viagem e uma especialmente, avidamente querendo vida e esperando Francisco para quando Setembro vier... E que esse serzinho chegue em paz e saudável, trazendo novas alegrias e esperança a esse mundo atual e inevitavelmente incerto...
E de novidade, apenas e tão somente este vírus invisível, mas infinitamente letal arrastando vidas de um planeta inteiro, enquanto vislumbra-se uma vacina e a consciência dos seres humanos que têm que ser mais humanos do que nunca, para que possam sobreviverem. Mas vamos ter esperança e tentemos todos viver na fé e na solidariedade. E apesar das inormalidades, a VIDA PRECISA SER VIVIDA!
Benilda Amorim
Escritora e Poeta.
Bahia, 24.05.2020
04:02min
domingo, 12 de abril de 2020
Assinar:
Postagens (Atom)
